O novo de Ruxe-Ruxe (01): trabalho com o cliente

Cartuchos de dinamita

Dinamita! (de caralhada)

Dinamita!

sssssssssssssssssssssssssss

Buuum!

20 anos (1996-2016) coma 20 segundos e para celebrá-lo, os Ruxe-Ruxe preparam novo disco.

Nós, mais umha vez, temos a fortuna de sermos as encarregadas do design do CD e, como agora (disque) somos um obradoiro aberto ao mundo todo, vamos relatar aqui (em vários post) o processo da sua produçom gráfica.

O primeiro, trabalho com o cliente

Método velho: convencer

Até há pouco, o nosso método de trabalho (design dum disco, por exemplo) era o seguinte:

  1. Conversa com o cliente
  2. Breafing
  3. Proposta (capa do disco)
  4. Discussom (e defesa) da proposta com o cliente:
    1. Proposta ko, volta ao ponto 2.
    2. Proposta ok, desenvolvimento do resto de peças (contra, libreto, CD, etc.)

Agora pensamos que era um praxe errada, pois preparar umha proposta requer tempo/energia1 e a possibilidade de errarmos é alta (forte dependência da intuiçom). Isto produz ansiedade à hora de enviá-la, gostará ou nom? e frustraçom no caso de ser rejeitada (o grau de frustraçom é diretamente proporcional à energia aplicada à hora de desenvolver a proposta). Além de que com esta estratégia, o cliente é só umha figura passiva que deve ser seduzida/convencida, facto que para nós tem polo menos dous problemas:

Son Goku e Freezer a brigar
Típica apresentaçom de proposta com o cliente “atravessada”

Método novo: desenvolverbeta

Para este projeto, vimos de provar estoutro método:

  1. Conversa com o cliente
  2. Breafing
  3. Concept board2
    1. Concept board ko, volta ao ponto 2.
    2. Concept board ok, desenvolvimento da ideia com o cliente.
  4. Desenvolvimento do resto de peças (contra, libreto, CD, etc.)

Com ele aforramos energia/tempo, pois preparar um cocept board é mais singelo do que um proposta (mais ou menos definida). Tamém evitamos ansiedade e frustaçom ao “nom apostarmos tudo a um só número”. E por último, se quadra o fator mais importante, implicamos o cliente no processo de desenvolvimento. Agora já nom é umha simples eleiçom: gosto, nom gosto, senom que se trata dum trabalho conjunto que enriquece o resultado final ao somarmos as diferentes perspetivas.

beijo From Here to Eternity
Representaçom (aproximada) do trabalho com os clientes seguindo o novo método

Nesta primeira ocasiom, o novo método está a resultar (vimos de começar) mais eficaz do que o velho. Mas todavia nom podemos afirmar que é realmente melhor, pois é todavia um protótipo provado só umha vez. E ainda por cima, com um cliente que para nós nom é um cliente e que sempre nos deu total liberdade à hora de trabalhar.

E vós, como é que fazedes? A vossa estratégia ao afrontardes um novo projeto, é parecida aos nossos dous métodos, ou aplicades outra diferente?

1 Embora nom gostamos muito dela, incluímos aqui a respeitável técnica do “bombing” (assulagar o cliente com umha chuva de propostas para que escolha umha), pois afinal requer um tempo/energia semelhante ao dumha proposta única muito trabalhada.
2 Documento no contextualizamos o trabalho a fazer, desenvolvemos e argumentamos umha ideia base, achegamos referencias visuais e propomos possíveis cores, tipografias, etc.

Licença: Domínio Público
A imagem da liorta (Songouku vs. Freezer) e a imagem do bico (From Here to Eternity), tenhem os seus próprios direitos de autor e, evidentemente, ficam fora da nossa licença.

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